quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Tire os "espinhos" de sua pele

Autor: Evaldo Costa

Você conhece alguém de temperamento difícil, que se acha o injustiçado da terra? Aquele tipo de pessoa que vive lamentando a falta de sorte e atraindo coisas ruins para si. Gente assim está sempre envolvida em confusão e quase nunca encontra a solução para o seu problema. O menor contratempo é o suficiente para que ela se feche no seu casulo e crie um clima de tristeza e difícil convivência. Está quase sempre pelos cantos, envolvida por uma atmosfera negativa, atraindo infortúnio, como se um ímã da infelicidade fosse.

Gente que cultiva amargura e se recusa a abandonar a vida de lamentações. Se algo de ruim ocorre pela manhã, ela fica o dia todo remoendo o acontecido. Enquanto não ocorrer algo pior, para servir-lhe de substituto, não afastará a tristeza da sua mente. Em nenhum momento permite-se ver o lado bom dos acontecimentos. Se você se depara com ela e pergunta "e aí, tudo bem?", o melhor que poderá ouvir como resposta será "mais ou menos".

Esse tipo de pessoa vive como se tivesse espinhos na pele. Qualquer esbarrão espeta a carne com potencial para criar feridas dolorosas. Ela não consegue livrar-se dos pensamentos negativos e, por consequência, de seus sofrimentos. Não percebe o verdadeiro tesouro que existe em sua vida.

Se ela ao menos fizesse um inventário, relacionando coisas boas e ruins em uma folha de papel, perceberia que a felicidade que não se encontra no mundo exterior e distante, está disponível no seu interior, ao alcance de suas mãos. Embora não perceba, ela é como se fosse uma árvore de raízes sólidas e profundas, capaz de resistir a temporais e produzir boa sombra para aliviar o cansaço a quem precise.

Uma árvore de galhos longos e fortes permite aos pássaros construírem ninhos e abrigarem-se com segurança. Com frutos que ajudem a alimentar quem tem fome, e flores que decoram a vida de muitas pessoas. Uma árvore que recorre às suas reservas para vencer o período de estiagem e o sol escaldante de algumas estações. Ela sabe que agindo com perseverança e otimismo estará mais forte e bonita na próxima temporada.

O que gente assim não percebe é que o primeiro passo para trocar uma vida de sofrimento e infelicidade por outra de felicidade e abundância é ter muita força de vontade. Não adianta esperar que o mundo tenha pena e resolva seus problemas, até porque isso não vai ocorrer. A situação somente mudará quando ela encarar os acontecimentos. Lembre-se da famosa frase: "tudo muda se você mudar".

A passagem a seguir, ocorrida entre Arquimedes e um discípulo, pode ajudar a ilustrar a situação:
- Discípulo de Arquimedes: "Mestre, sois tão sábio; como poderei um dia saber tanto quanto vós?".

- Arquimedes: "Através da força de vontade
".
- Discípulo de Arquimedes: "Como assim, mestre?".
Arquimedes afogou a cabeça de seu discípulo dentro d'água e o deixou sufocado por cerca de 40 segundos, depois a soltou.
- Discípulo de Arquimedes: "Mestre, o que fizestes?".
- Arquimedes: "O dia em que quiserdes ter sabedoria com a mesma vontade com que quisestes respirar, então serás um grande sábio".

Mas, se ainda assim a pessoa continuar insistindo que não tem motivos para tirar os "espinhos" de sua pele e ser feliz, é bom lembrá-la o quanto é valiosa. Pense nisso e ótima semana.

Sindrome de Burnout - O esgotamento no trabalho

Autora Patrícia Bispo

Até que ponto você é capaz de trabalhar sob pressão? Antes de responder a essa questão o profissional deve pensar na resposta que dará, pois quando ele estiver diante do estresse corporativo pode ser vítima da Síndrome de Burnout ou o chamado esgotamento no trabalho. Vale enfatizar que quando a pessoa ultrapassa seus limites, alguns sintomas surgem e comprometem o desempenho do profissional. Em casos mais acentuados, essa síndrome exige acompanhamento médico. Abaixo, algumas informações relevantes sobre esse mal.


1 - O termo Burnout vem do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim) e na gíria inglesa é usado para identificar os usuários de drogas que se deixaram consumir pelo vício. Esse termo foi criado pelo inglês Herbert Freudenberg, em 1974 e o "Burnout" pode ser traduzido como "Combustão Completa".


2 - A Síndrome de Burnout não deve ser confundida com depressão, pois está ligada a situações que envolvem o ambiente de trabalho do indivíduo. Já a depressão é relacionada a fatores da vida pessoal.


3 - Essa síndrome provoca sintomas no colaborador como, por exemplo: exaustão emocional; perda do entusiasmo pelas atividades laborais; irritação; falta de paciência com os colegas de trabalho; desmotivação; o indivíduo acredita ser incompetente para exercer suas atividades e não valoriza sua produtividade.


4 - Quem é acometido por essa síndrome também fica vulnerável a problemas que prejudicam a saúde física como: enxaquecas; insônia; dermatites e até problemas cardiovasculares.


5 - Muitos profissionais que sofrem da Síndrome de Burnout atuam em empresas que: predominam normas extremamente rígidas; são podadoras do potencial criativo das pessoas; não abrem espaço para a tomada de decisões e os desafios apresentados são em excesso, sem que sejam dadas condições para que os funcionários atinjam suas metas.


6 - Os gestores podem contribuir para que a Síndrome de Burnout não invada o ambiente corporativo. Para isso, ele precisa valorizar sua auto-estima, mas nunca acreditar que é o detentor da verdade absoluta e que é imune a cometer erros. Isso refletirá no clima organizacional e nos liderados.


7 - A organização também tem papel fundamental na profilaxia à Síndrome de Burnout. Nesse sentido, é necessário identificar os agentes estressores que afetam os profissionais, modificá-los para que se adaptem às necessidades dos colaboradores. Esses fatores podem ser identificados através da comunicação face a face e também pela pesquisa de clima organizacional.


8 - As pessoas também podem adotar ações individuais que ajudam a mantê-las longe da Síndrome de Burnout. Dentre essas, podemos destacar: adoção de uma alimentação saudável e balanceada; prática de atividades físicas compatíveis com a realidade de cada um; manter uma regularidade para o sono; ingresso em grupos que realizem passeios periódicos ou mesmo atividades voluntárias.


9 - Mas é fundamental lembrar. Se a pessoa já se encontra com os sintomas da Síndrome de Burnout, não deve tentar resolver o problema isoladamente. É recomendado que se procure orientação de especialistas como psicólogos.


10 - À área de RH vale uma recomendação. Caso identifique um profissional com os sintomas da Síndrome de Burnout ou mesmo fatores estressores que contribuam para esse mal. Deve-se conversar com a direção da empresa para que o problema não caia no "esquecimento" e, dessa forma, sejam adotadas iniciativas para ajudar o colaborador que enfrenta esse sério problema.